28 de agosto de 2004

AMÉRICO " Liberdade de Sentir "

LIBERDADE... de sentir

Gostei dessa voz que é a tua voz... de menina
Gostei deste mar que brilha na noite silenciosa
Gostei deste som que corre os nossos sentidos
Mexe na nossa pele,vagueia na nossa mente


Que é tambem um pouco do teu mundo
Um pouco dos teus sonhos adormecidos
Um pouco das tuas esperanças inquietas
Um pouco de ti presa nas nuvens da ilusão


Gostei desta ilha escura,adormecida
Destas gaivotas sulcando o céu suavemente...
Do luar escondido nas nuvens a bater na água
E a deixa-la prateada...reluzente..misteriosa...


Gostei desta música viva e profunda
Deste tom estridente e surdo...
Desta imagem exótica que nos traz
Mistério,ilusão,energia,paixão,sonho...VIDA


Gostei de calar a noite com este poema
De acordar a madrugada com estas palavras
De esperar o sol com meus sonhos
De correr na vida atrás do destino....




Junho 2004
Americo.

26 de agosto de 2004

AMÉRICO * Hortênsia Azul...Hortênsia Lilás *


* HORTÊNSIA AZUL, HORTÊNSIA LILÁS *


Alo Mulher Açoriana....

Do nevoeiro subindo lentamente as escostas verdes
Das colinas da tua Ilha encantada
Nas manhãs de sol de Outono ou Verão,Primavera ou Inverno

Alo Mulher Açoriana
...

Das lagoas quietas e dos vulcões adormecidos
Da Caloura silenciosa...quente...vibrante...molhada
Das Furnas a cheirar a enxofre....
No centro de montanhas vestidas de verde...
Dos enormes pedregulhos emergindo do mar dos Mosteiros.
Da Lagoa do Fogo bela e silenciosa...

Alo Mulher Açoriana....
Do mar cinzento com os barcos de velas brancas,
Sulcando o horizonte distante
Das noites de chuva miudinha e de vento soprando forte
Das hortênsias que se agitam na beira da estrada molhada
Do silêncio que se deita sobre a tua ilha adormecida
Escondendo a alma apaixonate dum povo humilde e orgulhoso.

Alo Mulher Açoriana...

Do vapor que se desprende da terra...
Do vento que sopra forte...das gentes que correm apressadas
Das crianças brincando nas ruas...dos velhos sentados nos muros...
Da vida que não pára...dos sonhos que não morrem,

Alo Mulher Açoriana...

Duma cidade que encanta...numa baia de águas calmas
De monumentos revestidos de história...
Das muralhas negras,silenciosas...inquietas...vigilantes
Das palmeiras que se agitam no sol de Verão
Ou no vento forte...do norte
Nas tempestades de Inverno,nas noites mornas e calmas
Das luzes que se reflectem nas águas suaves da baia...

Alo Mulher Açoriana....

Repara só...nesta música...nesta imagem...neste som
Que vibra e se espalha...que acaricia e agita...
Que é o espelho do sangue que te corre nas veias
Do sonho que vagueia na tua mente...da paixão que te aquece a alma
São as tuas montanhas...é o teu mar....são as tuas ondas
É a tua caloura...é um tronco branco sempre balouçando
Nas suas águas...
Vai lá ver...ainda lá anda decerto...
Talvez pequeno...talves sózinho...abandonado pelas gaivotas
Suas companheiras das manhãs de chuva...das tardes de sol...
Olha só, Mulher Açoriana o que sai da alma
Quando a gente gosta de alguma coisa....
Eu gosto da tua ilha e das tuas hortênsias
E não custa nada...mesmo nada!

AMÉRICO...

15 Abril 2004

16 de agosto de 2004

ANIVERSÁRIO " Meus Poemas "

Tens algo de especial
Ao qual nada se compara...
É algo que não parou no tempo
E que está em constante mudança...
É aquele toque festivo que adicionas
A uma festa ou reunião de amigos...
São as palavras de apoio e os pensamentos que partilhas,
É a alegria que transmites
Em tudo o que fazes.
É algo de especial em ti
Que te distingue de outras pessoas.
Vem do interior do teu coração e
Estende-se pela felicidade que
Traz aos que te rodeiam,
Pela tua forma simples de estar.


POEMA ANIVERSÁRIO

Quando foi mesmo...
Que de tuas mãos nasceram flores, florestas?
Quando foi que ,
De tuas mãos nasceram cores ou sons de orquestras?
Quando foi que,
De teus olhos nasceram pedras?
Será que foi ontem ou sempre?
Quando foi mesmo ,
Que você nasceu da semente!

Acho que sei....
Foi no primeiro riso amigo....
Foi no seu primeiro pranto só,
Enquanto nos seus olhos nascia um rio,
Terminante de dó!


Madame Sorriso *****

14 de agosto de 2004

VITOR CINTRA " Poente "

POENTE

A tarde finda,
Num pôr-de-sol
Que brilha ainda.
A alma,
Onde a saudade impera,
Desespera.
Presente,
Um rol
De marcas e sinais,
Dos quais
A nostalgia
Se evidencia,
Se sente.
Na tarde calma,
Enquanto o sol se perde
Num mar, que ferve,
Avermelando o céu,
Aumenta a dor
Do amor,
Que se perdeu.


Vitor Cintra do livro " Contrastes "

9 de agosto de 2004

Nilzeth Alcântara ***** LOUCURA *****

LOUCURA

Buscando a loucura,
Aprendi que ela é o elo mais forte ligando o coração à razão.
Que mostra verdades sempre escondidas
No ser de quem a possui.

Enquanto Louca, posso te pedir amor.

Posso dizer que te amo.
Posso dizer que sou sua.

Posso sonhar o teu sonho e suportar as tuas mentiras.

Enquanto Louca, posso entender a tua frieza.
E a distância dos nossos sentimentos.

Que hora existe e que só vc não quer dizer.
Posso até ver no teu olhar ausente, como não aprendeste a me amar.

Só na Loucura encontro motivos necessários;
Para te fazer notar que sou mulher, amante, brisa;
E até o momento que precisas, para viver.

Mas..... como Louca.... ah!
Como te fazer entender.
Serei mesmo uma Louca???



Nilzeth Alcântara