28 de novembro de 2006

AMÁLIA RODRIGUES * Quando Se Gosta de Alguém *



Quando se gosta d'alguém
Sente-se por dentro da gente
Ainda não percebi bem
Ao certo o que é que se sente

Quando alguém gosta d'álguém
É de nós que não gostamos
Perde-se o sono por quem
Perdidos de amor andamos

Quando alguém gosta d'alguém
Anda assim como ando eu
Que não ando nada bem
Com este mal que me deu

Quando se gosta d'alguém
É como estar-se doente
Quanto mais amor se tem
Pior a gente se sente

Quando se gosta d'alguém
Como eu gosto de quem gosto
O desgosto que se tem
É desgosto que dá gosto




Amália Rodrigues

18 de novembro de 2006

PARABÉNS FILHA



PAULA


Ainda ontem eras criança
Bonequinha linda , adorada,
Guardamos ainda na lembrança
O dia da tua chegada.


Primeira filha , quanta alegria,
Sentimos ao ter-te no colo
Os anos passaram por magia,
Hoje és mulher, quem diria,
Vamos festejar, com bolo.


Trinta velas vais contar,
Não são muitas, podes crer,
Muitas mais hás-de apagar
Outras tantas vais contar,
Esperamos estar cá p’ra ver.


Neste teu aniversário
Desejo sejas feliz
Que sigas o teu caminho
Com paz, amor e carinho
Que sejas muito…

Muito FELIZ!!


Muitos parabéns querida filha.


6 de novembro de 2006

ARQUIPÉLAGO Poema de Vitor Cintra



ARQUIPÉLAGO


Ilhas dos Açores,
Terra dos vulcões,
Meigas nos amores,
Loucas nas paixões.


Frei Gonçalo Velho
Fez o que podia,
Com bom senso e relho,
Por Santa Maria.


Se há em S.Miguel,
Pouca simpatia,
Só quem for cruel
Nega ver magia.


Ó ilha Terceira,
Chamam-te recreio,
Deixa! É brincadeira!
Nada tem de feio.


Diz-se do Faial,
Que quaisquer caminhos
Vão sempre, afinal,
Dar aos Capelinhos.


Pico, tão formosa
P'lo queijo e "verdelho",
Sentes-te ciosa
Desse saber velho.


Ilha das fajãs,
São Jorge dos queijos,
Gentes de almas sãs
São as que em ti vejo.


Ilha Graciosa,
Branca de apelido,
Dizes-te vaidosa.
Faz algum sentido.

Pelo bem que cheiras,
Pelas tuas cores,
Ilha das Caldeiras
Dizem que és "das Flores ".

Corvo, tão pequena,
Ergues-te à distância,
Mas neste poema,
Tens muita importância.



Vitor Cintra
"Alegorias "

2 de novembro de 2006

Para Avivar a Memória





PARA AVIVAR A MEMÓRIA

Não esqueças nunca
Este poeta
Pequenino
Que quis somente
Sempre
Dizer tudo
E nunca disse nada!

Não esqueças nunca
Cada texto
Cada verso
Cada palavra
Cada letra!

Não esqueças nunca
Como
Onde
Quando
Por que nasceu
Cada poema
Elogio
Confissão
Desejo
Ânsia
Oração
E grito!

Não esqueças nunca
Que na alma de um poeta
Há sempre uma musa!

Não esqueças nunca
Que nas veias de um poeta
Corre um sangue vermelho!

Não esqueças nunca
Que no coração de um poeta
Pequenino
Inútil
Há sempre um lugar
Para ti!



António (Veleiro)