25 de setembro de 2007

Poemas oriundos da INDIA do Livro * Rosa do Mundo *







Esta mesma lua ilumina a minha amada
O vento acariciou já o seu rosto
A lua impregnou-se da sua beleza
e o vento do seu perfume.

Quem ama de verdade pouco lhe basta
para suportar a separação...
Que ela e eu respiremos o mesmo ar
E que os nossos pés pisem o mesmo chão.




Tradução de Jorge Sousa Braga

20 de setembro de 2007

GOSTO DE GENTE ASSIM autoria de Arthur de Tavola






Gosto de gente com a cabeça no lugar,
de conteúdo interno,
idealismo nos olhos e
dois pés no chão da realidade



Gosto de gente que ri
chora,
se emociona com uma simples carta,
um telefonema,
uma canção suave,
um bom filme,
um bom livro,
um gesto de carinho,
um abraço,
um afago.


Gente que ama e curte saudades,
gosta de amigos,
cultiva flores,
ama os animais,
admira paisagens,
poesia e escuta.


Gente que tem tempo
para sorrir bondade,
semear perdão,
repartir ternuras,
compartilhar vivências
e dar espaço
para as emoções dentro de si,
emoções que fluem
naturalmente de dentro
do seu ser!


Gente que gosta de
fazer coisas que gosta,
sem fugir de compromissos
difíceis e inadiáveis,
por mais desgastantes que sejam.


Gente que colhe
orienta,
se entende,
aconselha,
busca a verdade
e quer sempre aprender,
mesmo que seja de uma criança,
de um pobre,
de um analfabeto.




Gente de coração desarmado,
sem ódio e preconceitos baratos,
com muito amor dentro de si.




Gente que erra e reconhece,
cai e se levanta,
apanha e assimila os golpes,
tirando lições dos erros
e fazendo redentora
suas lágrimas e sofrimentos.




Gosto muito de gente assim...
E desconfio que é deste
tipo de gente que
Deus também gosta!


Arthur de Tavola

19 de setembro de 2007

" Encanto de Amor " de Atharva-Veda

Encanto de Amor

Como a liana enlaça a árvore, enlaça-me também, sê a minha amante e não te afastes de mim!

Como a águia ao levantar voo bate no chão com as asas, bato no teu coração: sê a minha amante e não te afastes de mim!

Como o sol cinge no mesmo dia o céu e a terra, cinjo o teu coração: sê a minha amante e não te afastes de mim !



Tradução de: Maria Jorge Vilar de Figueiredo

15 de setembro de 2007

VONTADE DE UM ABRAÇO poema da autoria de Macedo Junior TROVADOR.PR





Dá um abraço?
Macedo Junior (TrovadorPR)





De repente deu vontade de um abraço...
Uma vontade de entrelaço, de proximidade...
de amizade... sei lá...


Talvez um aconchego amigo e meigo,
que enfatize a vida e amenize as dores...
Que fale sobre os amores,
seja afetuoso e ao mesmo tempo forte.


Deu vontade, de poder ter saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo
e preencha todo espaço...
Mas que faça lembrar do carinho,
que surge, devagarinho,
da magia da união dos corpos,

das auras... sei lá.


Lembrar do calor das mãos,
acariciando as costas a dizer:
- Estou aqui!


Lembrar do enlaçar dos braços,
envolventes e seguros,

afirmando: - Estou com você!.


Lembrar da transfusão de forças,
ou até da suavidade do momento... sei lá...


Então,pensei em como chamar esse abraço:
abraço poesia, abraço força,abraço união,

abraço suavidade,abraço consolo e compreensão,
abraço segurança e justiça, abraço verdade,
abraço cumplicidade?


Mas o que importa é a magia deste abraço!
A fusão de energias, que harmoniza,
integra o todo e se traduz no cosmos,
no tempo e no espaço...


Só sei que agora deu vontade desse abraço.
Um abraço que desate os nós,
transformando-os em envolventes laços.


Que sirva de colo, afastando toda e qualquer angústia.
Que desperte a lágrima de alegria,
e acalme o coração...


Um abraço que traduza a amizade,
o amor e a emoção....


E para um abraço assim ,
Só consegui pensar em você!

Nessa sua energia,
nessa sua sensibilidade,
que sabe entender o por quê,
dessa minha vontade.


Pois então:


Dá logo este abraço!

Poema da autoria do Poeta MACEDO JUNIOR ( TrovadorPR)


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Este Poema foi publicado neste blog em 2005.
Alguns dos comentários, vêm desde essa altura.

Relembro o meu querido amigo Fernando do Blog " FRATERNIDADE " que já não se encontra entre nós.

Nessa altura, publiquei o poema desconhecendo a sua autoria.
Após o alerta , volto a republica-lo, e a dar o devido mérito ao seu autor
MACEDO JUNIOR (TrovadorPR)




8 de setembro de 2007

Não Posso Adiar o Amor poema de" António Ramos Rosa "



Não posso adiar o amor para outro século
não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora imprecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.


ANTÓNIO RAMOS ROSA
do Livro " Rosa do Mundo *

4 de setembro de 2007

do Livro * Rosa do Mundo *

Amor, não sei quem diria
amarga a tua doçura:
o teu sabor delicia
como o da fruta madura.
Casa onde a alegria habita,
fora mil vezes bendita,
contigo, exulto!
Quero-te assim, qual tu és:
meu coração, a teus pés,
rende-te culto.


Tradução de Luiz Cardim

Reino Unido -(Poeta Anónimo )

Séc. XVI