Há-de ser pequenina a nossa casa,
Tão pequenina que não entre a dor …
Nela haverá somente o nosso amor ,
Tão amplo como o voo duma asas ! …
E no lar há-de haver sempre uma brasa,
Para aquecer os pobres do Senhor,
Que hão-de sentir carinho, amparo, amor,
Na santa pequenez da nossa casa ! …
Só tu e eu … eu e tu … e mais ninguém …
E teremos a ventura de quem tem
Na vida o bem maior que pode haver ! …
Mas, esse bem será maior ainda,
Quando esperarmos, numa ânsia infinda,
O filho que depois há-de nascer ! …
José Maria Lopes de Araújo



