11 de maio de 2004

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO poema " FIM "

FIM

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa
E eu quero por força ir de burro!



Mário de Sá-Carneiro

1 comentário:

  1. poema muito sentimental!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderEliminar