23 de junho de 2004

VITOR CINTRA " Renúncia "

RENÚNCIA


Num instante, cruzado o olhar,
Um desejo sublime surgia.
Eras tu! Era a vida a chegar!
E contigo um fulgor de alegria.

O destino, por mero capricho,
Ao manter-nos distantes, sabia
Transformar sentimentos em lixo
E a beleza de amar, sem valia.

Em momentos difíceis da vida,
Confundimos amor com carência,
Descobrindo já tarde, querida,
O dilema de ter consciência.

O destino traiu-nos, amor;
Acenou-nos de longe e fugiu,
Sem recatos, vergonha, pudor,
Como um sonho que é belo mas frio.


Vitor Cintra " Momentos"

9 de junho de 2004

Voando...Sempre a Voar ...poema de ....FERNANDO MONTEIRO DA CÂMARA PEREIRA

VOANDO...SEMPRE A VOAR

Quem me suspense da dor
no ar vazio
envolvido
de ternura
e de amor
a tanta altura do mar?

Quem estou sendo
afinal
se consigo suspender-me

no sempre tempo
perdido
voando...sempre a voar?

Voando sempre a voar
Da minha mente
fiz asas
do meu corpo
o dia zero
que nunca mais
quis parar !

Então quem sou afinal
se consegui
suspender-me
naquele tempo perdido
voando
sempre a voar
até ao mundo abraçar?

_ Consegui meter nos meus sonhos
o todo
em tempo limite
do nada ao infinito
e voando, voei voei
até minh'alma prenhar
para o vazio
de amor encher....

DEZ.80