Avançar para o conteúdo principal
Duma amiga que a net me presenteou, aqui fica um poema que amávelmente me enviou.
Um beijo para ti Céu




Saudade



Não posso viver sem ti
Não quero viver sem ti.
Dizem-me que sou forte
Que a vida continua...
Mas eles não sabem
Que nós éramos um,
E se éramos um,
Como separar uma parte?

Não Gi!
Eles não entendem, não sabem,
Porque não se amam como nós.
Eu sei que não queres que eu chore
Não posso suster as lágrimas
Lágrimas de amor, saudade,
Tristeza por não te ter comigo.

Sofro muito e sei que tu não queres.
Mas tu conheces-me,
Tu sabes que não sou tão forte assim.
Como é difícil passar sem as tuas mãos,
O teu carinho,
A tua loucura por mim.
Gi, olha por mim.
Ouve-me, ajuda-me,
Espera-me.

Maria do Céu Câncio
1999.09.25

Comentários

  1. Lindíssimo sem sombra de dúvida.

    ResponderEliminar
  2. O único que posso fazer é repetir os outros comentários e dizer que sim, o poema é belíssimo, como deve ser esta tua amizade... :)
    Muitos beijinhos!

    ResponderEliminar
  3. E melhor qiand que o poema é a vossa amizade. Beijokas, Betty :)

    ResponderEliminar
  4. Tem-me faltado o tempo para visitar os cantinhos da blogosfera que aprecio. Mas entre a vida profissional absorvente e o projecto cultural das horas livres, pouco me resta para a família e os amigos. Espero que me compreendas. Aproveito a oportunidade para comunicar que estou de “casa nova”, embora na “mesma freguesia”, e deixo aqui um CONVITE – http://osabordaspalavras2.blogs.sapo.pt/arquivo/491169.html. Quanto ao post de hoje: Essa tua amiga merece os parabéns. Ai a saudade que nos dá cabo do coração... e da alma! Lindo poema. Bjs

    ResponderEliminar
  5. Bonito esse poema de um "amor maior do que a vida"... Beijinhos para ti e para a autora

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Filha de Um Amor Proibido - Isabel Valente

Os jovens de hoje não sabem que, na minha geração, haviam crianças nascidas fora do casamento, e em cujo registo pessoal constava o nome da Mãe, tendo por pai, um “ Pai Incógnito”. Estas crianças, eram estigmatizados como, os filhos do pecado, da vergonha, os filhos da outra. Eram os filhos fora do casamento, os bastardos. É que o registo obrigatório com nome de pai é recente, e eu já sou "Cota". Para a nova geração onde todos à nascença são registados com o nome de mãe e de um pai, verdadeiro ou não, não lhes é fácil entender o que é viver com o facto diário de ser filha de” pai incógnito”. Tendo eu passado por essa experiência, não me é difícil explicar o que é ser filha de Pai Incógnito. Hoje na maioria das Repartições Públicas todas achamos uma grande maçada, ter de preencher formulários, para mim, passou a ser, uma bênção. Em alguns desses formulários tinha de mencionar o nome de Mãe e de Pai, então lá vinha o tormento ---Pai Incógnito --- . Ist...

AMÉRICO " Liberdade de Sentir "

LIBERDADE... de sentir Gostei dessa voz que é a tua voz... de menina Gostei deste mar que brilha na noite silenciosa Gostei deste som que corre os nossos sentidos Mexe na nossa pele,vagueia na nossa mente Que é tambem um pouco do teu mundo Um pouco dos teus sonhos adormecidos Um pouco das tuas esperanças inquietas Um pouco de ti presa nas nuvens da ilusão Gostei desta ilha escura,adormecida Destas gaivotas sulcando o céu suavemente... Do luar escondido nas nuvens a bater na água E a deixa-la prateada...reluzente..misteriosa... Gostei desta música viva e profunda Deste tom estridente e surdo... Desta imagem exótica que nos traz Mistério,ilusão,energia,paixão,sonho...VIDA Gostei de calar a noite com este poema De acordar a madrugada com estas palavras De esperar o sol com meus sonhos De correr na vida atrás do destino.... Junho 2004 Americo.

"PERDIDAMENTE" Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Áquem e de Além Dor! É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito! E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!