2 de dezembro de 2005

FERNANDO MONTEIRO DA CÂMARA PEREIRA do Livro " MAR BRANCO "

VOANDO…SEMPRE A VOAR


Quem me suspende da dor
No ar vazio
Envolvido
De ternura
E de amor
A tanta altura do mar?

Quem estou sendo
Afinal
Se consigo suspender-me

No sempre tempo
Perdido
Voando… sempre a voar?

Voando sempre a voar:

Da minha mente
Fiz asas
Do meu corpo
O dia zero
Que nunca mais
Quis parar!

Então quem sou afinal
Se consegui
Suspender-me
Naquele tempo perdido
Voando
Sempre a voar
Até ao mundo abraçar?

- Consegui meter nos meus sonhos
O todo
Em tempo limite
Do nada ao infinito
E voando, voei voei
Até minh’alma emprenhar
Para o vazio
De amor encher …



Fernando Monteiro

12 comentários:

  1. Gostei muito de ler este poema!
    Muito boa escolha!
    Dejo-te um excelente fim-de-semana!!
    *^*^*^

    ResponderEliminar
  2. Lindo poema!
    Reflexivo!
    Bom final de semana!
    Beijos

    ResponderEliminar
  3. Que belissimo poema, muito boa escolha, demonstra o teu bom gosto literário. Beijinhos e bom fim de semana

    ResponderEliminar
  4. ...@miga...tenho andado com pouco tempo livre, pois nos dias 10 e 11 vou ter uma exposição de pintura com a escola onde estou a aprender...mas aos poucos tudo há-de voltar ao normal e virei cá com mais calma;)...


    Beijinhos e tem um bfs

    ResponderEliminar
  5. Olá!

    Há mt que aqui n vinha, pois o tempo é curto para andar aqui pelos blogs, mas vejo que continuas a deixar-nos aqui belissimas poesias, em que paramos, le-mos e rele-mos.. Gostei!

    Desejo-te um optimo fim de semana

    Tiago

    Pedaços de Silêncio

    ResponderEliminar
  6. Olá!
    Já algum tempo que por aqui não passava, mas estive a ler todos os textos que escreveste durante estes dias e fiquei encantado com o bom gosto! Parabéns!
    Bom fim-de-semana!
    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  7. olá de novo...vale sempre a pena vir aqui...levamos novos aromas...

    ResponderEliminar
  8. Preencher-se pelo amor e pela necessidade de libertar-se. Voar aidna que com os pés no chão, nos dá a dimensão da nossa necessidade de mudanças, transformações.
    Abraços

    ResponderEliminar
  9. Lê-se e fica-se a reflectir, um poema que se prolonga. Beijinhos.

    ResponderEliminar
  10. cheguei aqui sem muitas intenções...só para deixar a minha marca, mas saio daqui com uma vontade estranha de remexer fotos antigas...será saudade?

    ResponderEliminar
  11. oi!
    obrigada pela visitinha e pelo comentário, o seu blog é mt bonito, parabéns pelos textos e pelos poemas.Bjs

    ResponderEliminar
  12. Comadre, para além do que tens aqui há mais alguma coisa na net sobre e de Fernando Monteiro? Preciso de uma foto dele para ilustrar a minha crónica de hoje. Tomei a liberdade de "roubar" este poema.
    Beijos

    ResponderEliminar