10 de dezembro de 2007

SIDÓNIO BETTENCOURT poema " RESIGNAÇÃO "






O tédio esta manhã, a ilha descoberta trazendo o mesmo cheiro amargo.
a atmosfera sem pintura.o navio.o mar ao largo. o voo da gaivota sem ternura

lá vão
a carroça, a bilha do leite,
o cão, a missa, o vapor, tudo aceite

O vulcão em banho de broa. o amor apertado na lança. cantarei contigo sempre à toa do lado azul da esperança.

Lá vão
a carroça, a bilha do leite,
o cão, a missa, o vapor, tudo aceite

raiz em envelope fechado. sagrado, feito emoção. isto não tem fim, não... no meio o mar, o grito. a balada. a força da razão

lá vão
a carroça, a bilha do leite,
o cão, a missa, o vapor,

tudo aceite.


Sidónio Bettencourt

Do livro " Deserto de Todas as Chuvas "

1 comentário:

  1. Oh, minha gente da música, por favor façam um concurso...para "musicar" este poema!!! Olhem para esta cadência, este ritmo, esta melopeia tão marcante e tão serena ao mesmo tempo... Isto merece MÚSICA!!!

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