
O tédio esta manhã, a ilha descoberta trazendo o mesmo cheiro amargo.
a atmosfera sem pintura.o navio.o mar ao largo. o voo da gaivota sem ternura
lá vão
a carroça, a bilha do leite,
o cão, a missa, o vapor, tudo aceite
O vulcão em banho de broa. o amor apertado na lança. cantarei contigo sempre à toa do lado azul da esperança.
Lá vão
a carroça, a bilha do leite,
o cão, a missa, o vapor, tudo aceite
raiz em envelope fechado. sagrado, feito emoção. isto não tem fim, não... no meio o mar, o grito. a balada. a força da razão
lá vão
a carroça, a bilha do leite,
o cão, a missa, o vapor,
tudo aceite.
Sidónio Bettencourt
Do livro " Deserto de Todas as Chuvas "
Oh, minha gente da música, por favor façam um concurso...para "musicar" este poema!!! Olhem para esta cadência, este ritmo, esta melopeia tão marcante e tão serena ao mesmo tempo... Isto merece MÚSICA!!!
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