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SIDONIO BETTENCOURT " MÚSICA CELESTIAL "






O vento consome-se.
Deleita massacres mensagens atlânticas com orquestras de mil e tal violinos.
É o ciclone a enraizar invernias cuspido das latitudes as muitas sinfonias.
O berço.
O arpão no rasgo das rotas caça o maestro dono da ilha.
Da casa.
Leva o tecto do mar.
O bafo das cagarras.
O desafino.
Levamos nos olhos o transporte.
A carícia
das mãos no corpo da rocha.
A baleeira no canal à deriva.
O vento consome-se com.
Some-se.
Deleita massacres mensagens atlânticas com orquestras de mil e tal violinos.
O esqueleto do mar rocha abaixo sem estaleiro.
O que vai ser disto?
Outra vez o rumo a destriur o leme e o cardume no colo do xaile.
Outra vez outra voz a promessa adiada.





Sidónio Bettencourt

Do livro " Deserto de Todas as Chuvas "

Comentários

  1. Não conhecia este autor.
    Obrigado pela revelação.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  2. Querida amiga,
    Eis que chegou o dia de "retribuir" o carinho que tivestes ao nomear-me para os teus 5 blogs... Hoje te lancei um desafio lá no Eu Sei Que Vou Te Amar que espero que gostes, que possas participar e passar adiante... :)
    Para ti, deixo beijos, flores e meus eternos sorrisos! :)

    ResponderEliminar
  3. isto sim é o q procuro.. poesia com força:)

    abraço.

    passa no meu blog, tb de peosia do mm estilo.

    www.albertovelasquez.blogspot.com

    ResponderEliminar
  4. Uma belíssima escolha...
    Gostei do seu blog!
    Adorei ouvir esta música que me diz muito...
    Um bom fim de semana e a promessa de que vou regressar!
    Jana Bettencourt

    ResponderEliminar

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