3 de maio de 2007

NATÁLIA PAIVA poema " Criança "






Criança ...
De encantadora inocência
Olhar lindo,
Repleto de ternura,
Se me olhas assim,
Eu choro!
Abraça-me!
Rodeia-me com teus bracinhos trémulos,
Tão fortes na tua candura...
Afaga-me!
Deixa-me penetrar em teu mundo;
Deixa-me aquecer meu coração arrefecido
Pequenina,
Como és grande para mim!
Em meu regaço,
Não sou eu que te afago,
Que te acarinho,
Que te rodeio de amor,
Não permitindo que o teu mundo
Seja perturbado pelos grandes ! ...
Por um minuto, deixa-me pensar
Que serás sempre criança ;
Que não terás de deixar
O teu mundo pequenino
Para trilhar
O ignoto turbilhão da vida ! ...
Pequenina, afaga-me!
Porque de nós dois, sou a grande
Embora criança também.
Aperto-te contra mim,
Tão pequenina em meus braços;
Tão pequenina, que te embalo
E aperto-te muito...muito !
Mas gritas ...
Magoei-te ! Vês ?
Sou grande ! Sou egoista !
Apertei-te e tu choras-te.
Eu choro ainda ...
E afinal pequenita,
A criança ... sou eu !



De Natália Paiva - Ilha de S. Maria - Açores

Do Livro de ADRIANO FERREIRA " As Musas da Minha Terra "

5 comentários:

  1. Muito bonito ese poema,segundo me parece és açoreana,eu também sou.

    Desejo-te um óptimo fim de semana

    Bjs Zita

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  2. tenha vergonha... cuide dos seus filhos... trate-os como seres humanos e depois exponha o que quizer, até verseje e componha ... mas duvido ... quem não é capaz de dar amor a um filho... crie tino

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  3. Muito bonito poema, grandioso !!

    We have visited his blog-web and find it interesting, congratulations

    There visits ours, the irreverent and iconoclast of the world,
    is in Catalunya - Spain

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    Thank you very much for the visit

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  4. não tens vergonha

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  5. Excelente!

    Obrigado pela partilha.

    Um excelente DIA DA MÃE para ti.

    Um abraço

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