27 de maio de 2007

Vinicius de Moraes * SONETO DO AMOR TOTAL *






SONETO DO AMOR TOTAL



Amo-te tanto, meu amor... não cante,
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante,
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade,
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude,
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente,
Hei de morrer de amar mais do que pude



Vinicius de Moraes

2 comentários:

  1. Um soneto bonito, muito bonito.
    É claro que tudo não passa de poesia. O amor não é nada do que está ali citado. Ninguém morre de amor, e as mortes que daí poderão advir, será sempre outros motivos, por vezes até provocar o parceiro, sobrevivo.
    Fica bem.
    E a felicidade por aí.
    Manuel

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  2. Melhor que ler o soneto é ouvi-lo tão lindamente declamado...

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