Os jovens de hoje não sabem que, na minha geração, haviam crianças nascidas fora do casamento, e em cujo registo pessoal constava o nome da Mãe, tendo por pai, um “ Pai Incógnito”. Estas crianças, eram estigmatizados como, os filhos do pecado, da vergonha, os filhos da outra. Eram os filhos fora do casamento, os bastardos. É que o registo obrigatório com nome de pai é recente, e eu já sou "Cota". Para a nova geração onde todos à nascença são registados com o nome de mãe e de um pai, verdadeiro ou não, não lhes é fácil entender o que é viver com o facto diário de ser filha de” pai incógnito”. Tendo eu passado por essa experiência, não me é difícil explicar o que é ser filha de Pai Incógnito. Hoje na maioria das Repartições Públicas todas achamos uma grande maçada, ter de preencher formulários, para mim, passou a ser, uma bênção. Em alguns desses formulários tinha de mencionar o nome de Mãe e de Pai, então lá vinha o tormento ---Pai Incógnito --- . Ist...
No meu mundo desaba uma tempestade...
ResponderEliminarInclementes, as vagas açoitam as rochas,
Levanta-se um vendaval e a areia rodopia,
Procuro um refúgio onde encontre a guarida
Que o meu corpo e a minha mente reclamam.
Experimento a dureza do coração humano,
Um cepticismo avassala a minha alma.
A tristeza e melancolia povoam os meus ideais,
Procuro olvidar a ingratidão dos homens
E esquecer a incompreensão do mundo...
As minhas lágrimas caem, serenas, pela face.
Quentes e solitárias... São lágrimas apenas...
Lágrimas de um desalento que invade a alma,
Que procuro iludir com promessas falazes,
Na dinâmica da vida, na esperança de um sonho.
Os raios do sol começam a aclarar o horizonte,
Removendo do caminho as nuvens mais teimosas,
Exaltando a beleza e a tranquilidade do novo dia.
Amanhece... Testemunho o encanto do mundo.
Sufoco o pranto... São lágrimas apenas...
Um beijo
Belo... este poema é uma joia, gostei... um abraço...
ResponderEliminarBelo poema este...
ResponderEliminarMeu doce beijo