4 de julho de 2007

AS PUTAS DA AVENIDA poema de Fernando Assis Pacheco





Eu vi gelar as putas da Avenida
ao griso de Janeiro e tive pena
do que elas chamam em jargão a vida
com um requebro triste de açucena.


Vi-as às duas e às três falando
como se fala antes de entrar em cena
o gesto já compondo à voz de mando
do director fatal que lhes ordena.


Essa pose de flor recém- cortada
que para as mais batidas não é nada
senão fingirem lírios de Lorena


Mas a todas o griso ia aturdindo
e eu que do trabalho vinha vindo
calçando as luvas senti pena.



Do Livro * Rosa do Mundo *



3 comentários:

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  2. Este poema é maravilhoso! A profissão mais antiga do mundo...

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  3. O poeta Domingos da Mota indicou este poema.

    Grato!

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