
Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar...
Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!
Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!
E há cem anos que eu era nova e linda!...
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!...
Florbela Espanca
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!...
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Eu acredito, que ele nem chegou a chegar.
Fica bem.
Felicidades.
Manuel
Esquisito!!!!!! Estoy practicando mi poco portuguez, pero ya voy a comprar mi diccionario para no perderme tanto en el idioma. Ojalás puedas entenderme.
ResponderEliminarUn beso,
Maya
Bom reler este poema,
ResponderEliminarMeu doce beijo
Um turbilhão de sentimentos, este soneto de Florbela Espanca.
ResponderEliminarBoa semana
A grande poetisa do amor.
ResponderEliminarAbraço.
um belo soneto de uma das melhores poetisas que conheço...
ResponderEliminarCheguei e...estraguei.
ResponderEliminarTemos que começar de novo, como se o Tempo houvesse apagado as nossas melancolias e apenas os risos ecoassem nas nossas memórias mártires doutros desamores...