14 de novembro de 2007

SELO DE AMOR poema de GUEVARA ( séc.XV)




Aquelas noites penosas
meditando em bem amar-vos,
com palavras dolorosas
eu jurei nunca deixar-vos:
estando neste dulçor
de agradável pensamento,
eu não tendo mal de amor
selei este vencimento.
Eu selei em vós vencer-me,
não me vencer por errores,
e selei, selei perder-me
por vossos lindos amores:
e selei obras iguais
ao meu viver,
e selei que nunca mais,
nem dos males, me arrepender.
E selei sempre seguir-vos,
pelo não, não ser queixoso,
e selei, meu bem, servir-vos,
de bom grado, o mais gracioso:
e selei a morte e a vida
sendo contente e loução,
selei que a minha ferida
merecesse a vossa mão.
E selei suplícios faltos
do peso que não venceu,
e selei suspiros altos
para o vosso servo eu:
e selei triste tormento,
tormento que me atormenta
e selei viver contento
se de tudo sois contenta.


Tradução de José Bento

1 comentário:

  1. Olá Alma de Poeta, adorei este poema.Muitos Beijinhos,
    Fernandinha

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