4 de fevereiro de 2008

* Á Cara Metade * poema de ADRIANO FERREIRA





É na paz do teu olhar, cheio de amor:
No arroubo da sua luz, que me ilumina:
No seu fulgor ingénuo de menina,
Onde embate meu ego, com fragor!

É nesse mar imenso de ternura;
No amplexo envolvente da sua calma,
Onde se espalha a pureza da tua alma
E onde mergulha a minha e se depura!

Quando, um dia, decrépito, no fim,
Já muito perto da última viagem,
Rezarei para estares junto a mim.

E no meu leito de morte, moribundo,
Gravarei, nas pupilas, tua imagem
-Meu doce guia, lá no outro mundo.



ADRIANO FERREIRA

Poeta da ilha de S.Maria - Açores

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