8 de março de 2008

* Indelével Saudade * poema de EUCLIDES CAVACO







Eu choro nos meus versos a saudade
Que é dos ausentes a eterna companheira
Como parte do seu ser que sempre há-de
Ser uma angústia que alimenta a vida inteira.



Deixei chorar minha caneta de amargura
Porque sentiu do seu poeta a emoção
Viu que as palavras nada tinham de loucura
Eram ditadas dum plangente coração...



E a caneta vai chorando em cada dia
Da minha mão sentindo a fragilidade
Porque ela entende dum ausente a agonia!...



São os meus versos portadores dessa ansiedade
Feita palavra...É filha da nostalgia
À qual nós demos o nome de Saudade !...




Euclides Cavaco

4 comentários:

  1. É um excelente poema.
    Parabéns pela escolha.

    Bom Domingo, beijinhos.

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  2. ....

    É a tua alma de poeta que faz com que este espaço valha sempre a visita.

    Uma Boa Páscoa para ti e para quantos te são queridos.

    Um abraço

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  3. Ol�...bacana seu espa�o, falar sobre alma � qualquer coisa de abstrato e ao mesmo tempo t�o concreto...um abra�o, feliz p�scoa...pra vc e sua fam�lia...

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  4. Atravessei eu tanto mar, chego aqui e não há mais poemas...
    Mas eu já tenho outro...

    Bom resto de semana, beijinhos.

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