18 de janeiro de 2009

Silêncios poema de ÂNGELO GOMES






Os meus silêncios são cruéis e duros,
Nas trevas dos dias que me ensombram,
Nas noites em branco que me tombam,
Nas lágrimas, nos vales e nos muros

Será que sabes ler-me sem me ler?
Será que no teu peito ainda existo?
Ou fui sublinhado em mero risco
Daqueles sem expressão e sem se ver?

Que raros são os momentos de paixão...
Que emergem de caudais de solidão
E se fecham em silêncios de ternura...

Segue os trilhos dos minutos que viveste
Pergunta a ti própria se cresceste...
Abre as portas aos riachos da censura


Ângelo Gomes


Publicado no Recanto das Letras em 03/09/2006
Código do texto: T232092

2 comentários:

  1. QUERIDO AMIGO, BELÍSSIMO SONETO... GOSTEI... UM ABRAÇO DE CARINHO,
    FERNANDINHA

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  2. Oi amigo, como estão as coisas?
    Arrasou com o soneto... cada dia seja uma pagina que escreva c/ coragem e fé... abraço!!!!!

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