25 de fevereiro de 2009

ESPELHO LOUCO
poema de Szabó Lfirinc ( Hungria )





Sucedem coisas novas sem cessar,
e já estas fora delas. Faço a barba,
e lembro-me de ti: lágrima larga,
e paro: dos meus fins metade, par
foste dos actos livres; oxalá
tivesses sido mais! Vivo, prossigo
dia de trabalho, e vão comigo,
plo caminho, lembrança doce, ávida
falta... Mas que valem lágrimas e
caminho, querida, na solidão?
Realidade, presente, estão aí!
Só teu espelho te guarda, eu, a alma,
espelho que solta as imagens, um tão
louco espelho, que crê bater-te palmas !



Tradução de : Ernesto Rodrigues
do Livro ROSA DO MUNDO

1 comentário:

  1. Boa Noite, passei por acaso,não ia comentar mas a vontade foi maior e acabei por ler este texto... Tem tanta saudade nele... e ao mesmo tempo tanto amor... jinhos T!na

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