21 de junho de 2009

Em Silêncio de VERA SOUSA SILVA




Deixa-me amar-te assim... em silêncio...

Não me peças palavras que não sei pronunciar, nem gestos que nunca fiz. Não sei tanto do que queria e quero tanto do que não sei.
Olhas-me e perco o norte. Fico muda e desvio o olhar. Não é por não te amar, mas sim por esse amor ser grande demais. Mas em silêncio...
Seria tão fácil dizer que te amo e perder-te. Seria tão simples dançar ao som da ilusão e entregar-me completa, plácida, serena, e acrescentar apenas as letras que faltam quando não digo “Amo-te”!
Não me peças para ser o que não sou, nem para me transformar subitamente em mulher, porque sou apenas menina.
Queria crescer nos teus braços fortes e esconder-me atrás do teu tronco másculo. Mas abraço-te... em silêncio.
Desejo o suave toque acetinado dos teus lábios nos meus e imagino como será um beijo de verdade. Anseio por ele e sonho-o.. em silêncio.
Aproveito-me do que tenho de melhor e sonho... Nos meus sonhos eu sou tua e tu... Tu, meu amor, pertences-me! Todos os dias nos amamos intensamente e somos apenas um do outro! Todos os segundos das minhas noites são aproveitados ao máximo e vividos energicamente, ardentemente, gloriosamente... Chega a manhã e a realidade!
Não me peças palavras que não sei dizer e deixa-me! Deixa-me amar-te assim... em silêncio...


Vera Sousa Silva

2 comentários:

  1. shirleypagliatto@ig.com.br21 junho, 2009 22:36

    esse poema é simplesmente maravilhoso, consegui me encontrar nele. quando conheci seu blog, tocava uma música de fundo muito linda quero saber como faço pra ouví-la de novo. bjs shirley

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  2. Que blog lindo!
    Adorei aqui! =))

    E gostei muito do poema!

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