14 de agosto de 2009

AMOR e SONO poema de Algernon Charles Swinburne





Deitado a dormir entre os afagos da noite
Vi o meu amor debruçar-se sobre o meu leito,
Pálida como a mais escura folha do lírio ou corola
De pele macia e escura,
o pescoço nu para ser mordido,
*
Transparente de mais para corar,
tão quente para ser branca,
Apenas de uma cor perfeita sem branco nem vermelho.
E os lábios abriram-se-lhe amorosamente e disseram -
Nem sei bem o quê, excepto uma palavra -Deleite.
*
E a face dela era toda mel na minha boca,
E o corpo dela todo pasto a meus olhos;
Os braços longos e lentos,
as mãos quentes de fogo,
*
As ancas frementes,
o cabelo a cheirar a Sul,
os pés leves luzentes,
as coxas esplêndidas e dóceis
E as pálpebras fulgentes
com o desejo da minha alma.


Charles SwinburneLondres, 1837


Trad. Helena Barras
do livro * Rosa dos Ventos *

2 comentários:

  1. Ninguém tem culpa
    Daquilo que não fomos
    Não ouve erros

    Nem cálculos falhados

    Sobre a estipe de papel;
    Apenas não somos os calculistas
    Porem os calculados

    Não somos os desenhistas
    Mas os desenhados
    E muito menos escrevemos versos
    E sim somos escritos

    Ninguém é culpado de nada
    Neste estranhar constante
    Ao longe uma chuva fina
    Molha aquilo que não fomos...

    Autor: Desconhecido
    Um lindo domingo com todo carinho para você.
    Abraços

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  2. QUERIDO AMIGO, BELÍSSIMO POEMA... ADOREI!!!
    ADORO-TE,
    FERNANDINHA

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