1 de agosto de 2009

Memória poema de Cecília Meireles

Dedico á minha MÃE, onde quer que esteja, hoje dia do seu aniversário.
COM SAUDADES




Tão longe, a minha família!
Tão dividida em pedaços!
Um pedaço em cada parte...
Pelas esquinas do tempo,
brincam meus irmãos antigos:
uns anjos, outros palhaços...
Seus vultos de labareda
rompem-se como retratos
feitos em papel de seda.
Vejo lábios, vejo braços
- por um momento persigo-os;
de repente, os mais exatos
perdem sua exatidão.
Se falo, nada responde.
Depois, tudo vira vento
e nem o meu pensamento
pode compreender por onde
passaram nem onde estão.



CECÍLIA MEIRELES

2 comentários:

  1. É tocante este poema, é como ser exilado da família e só poder tê-los em sonhos, desvanecendo-se depois diante da realidade...
    beijo e lindo final de semana

    ResponderEliminar
  2. A amizade é assim:
    É sentir o carinho,
    É ouvir o chamado.
    É saber o momento
    de ficar calado.
    Amizade é somar
    alegrias, dividir tristeza.
    É respeitar o espaço,
    silenciar o segredo.
    È a certeza
    da mão estentida.
    A cumplicidade que
    não se explica,
    Apenas vive!

    ¨Olavio Roberto¨
    Desejo um lindo final de semana
    Abraços

    ResponderEliminar