22 de agosto de 2009

POEMA de Sophia de Mello Breyner Anderson



A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada



Sophia de Mello Breyner Andresen

6 comentários:

  1. FELICIDADE!

    Quando o vento bater à sua porta,
    Abra devagar,
    Para deixa-lo entrar
    Pense quanto de bom poderá receber,
    Se estiver pronto para tal,
    Mas as conquistas diárias
    Estamos sempre apostando tudo
    e a cada recomeço,
    Percebemos, o quanto é gratificante,
    Estar pôr perto de quem se gosta de verdade,
    Sua simpatia,
    Corresponde o momento de felicidade
    e transborda de alegria
    o coração de quem recebe.

    (Roseli Alcântara)

    Desejo toda a felicidade neste final de semana,
    Um grande abraço.

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  2. Oi ISabel, tudo bem?
    Parabens pelas postagens... sempre bom esse contato com os sentimentos, transcendendo qualquer matéria p/ alcançar a alma que gera essas verdades!!
    Parabens e abraço!!!

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  3. Isabel

    Belissimas postagens!

    belissimos poemas!

    amo poesia, de lê-la, de fazê-la (de quando em quando)!

    Muita qualidade por aqui!

    Muita criatividade por aqui!

    Abraços

    gilberto
    nel mezzo del cammim

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  4. Faz um tempo que aqui não vinha.

    O blog continua interessante e variado.

    Cumprimentos meus.

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