14 de janeiro de 2010

AMOR SÁDICO .... poema de JULIO HERRERA Y REISSIG





















Já não te amava, sem que meu desejo
fugisse á sombra de teu amor distante.
Já não te amava, e contudo o beijo
de uma repulsa nos uniu um instante...


Acre prazer tornou-me seu possesso,
crispou-me a face, mudou meu semblante.
Já não te amava e turbei-me, não obstante,
qual uma virgem entre um bosque espesso.


E já perdida para sempre, ao ver-te
amanhecer sob o eterno luto,
- mudo o amor, o coração inerte -,


atroz, esquivo, rigoroso, hirsuto...
Jamais vivi como naquela morte,
jamais te amei como num tal minuto !


Trad: José Bento







4 comentários:

  1. Há um tempo em que é preciso
    abandonar as roupas usadas,
    que já têm a forma do nosso corpo,
    e esquecer os nossos caminhos,
    que nos levam sempre aos mesmos lugares.
    É o tempo da travessia:
    e, se não ousarmos fazê-la,
    teremos ficado, para sempre,
    à margem de nós mesmos

    Fernando Pessoa

    Te desejo um lindo domingo com muito amor e carinho
    Abraços

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  2. O amor distante corroi a alma ele geme de dor e de tristezas como pingos de lágrimas que nunca cessa.
    Beijos te sigo amiga

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  3. Taum lindo e triste ... serenoo so quem sente entende ...

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    1. ta uma linda noite,as almas perdidas e atormentadas vageiam por ai e pedem descanso eterno para que possam repousar para sempre:)

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