14 de maio de 2010

Brilho de Sol Tal ......... poema de L.G.


Oh brisa salgada que vens das profundezas do mar,
Meus lábios te esperam sedentos,
A minha boca permanece amarrada...
Nos meus olhos não há olhar.

Oh como passa gelado o vento da distância,
Passa calado,
Cala um lamento,
Disfarça importância.
Cada vaga ao chegar, trás em si uma mensagem;
Carta que afaga,
Afago ao luar,
Frases de coragem

Mas de manhã, cada raio do sol nascente,
É como um gomo de romã,
Um boquet de flores de Maio,
Um abraço que se sente...
E não há nuvens que ocultem o brilho de um sol tal
Nem há esquemas que resultem,
Nem armadilhas no trilho,
Nem ameaça fatal

À medida que o sol se ergue
E os seus raios me aquecem
Meu sangue quase ferve
Com momentos que não esquecem

Luis Gabriel

Sem comentários:

Enviar um comentário