Os jovens de hoje não sabem que, na minha geração, haviam crianças nascidas fora do casamento, e em cujo registo pessoal constava o nome da Mãe, tendo por pai, um “ Pai Incógnito”. Estas crianças, eram estigmatizados como, os filhos do pecado, da vergonha, os filhos da outra. Eram os filhos fora do casamento, os bastardos. É que o registo obrigatório com nome de pai é recente, e eu já sou "Cota". Para a nova geração onde todos à nascença são registados com o nome de mãe e de um pai, verdadeiro ou não, não lhes é fácil entender o que é viver com o facto diário de ser filha de” pai incógnito”. Tendo eu passado por essa experiência, não me é difícil explicar o que é ser filha de Pai Incógnito. Hoje na maioria das Repartições Públicas todas achamos uma grande maçada, ter de preencher formulários, para mim, passou a ser, uma bênção. Em alguns desses formulários tinha de mencionar o nome de Mãe e de Pai, então lá vinha o tormento ---Pai Incógnito --- . Ist...
O pano como oceano
ResponderEliminarO que vem de longe,
Trouxe-me em outrora,
Uma paz de um monge,
Que recaí sobre mim agora.
É um prazer imaginar,
As ondas levemente a bater,
As gaivotas a pescar,
E eu aqui parado a ver...
Nesta ilha de saudade,
Onde reina a euforia,
Uma ilha de amizade,
Esta terra de folia...
O Sol que brilha em nosso oceano,
Nos deixa pensando,
Temos ao fundo o mar como pano,
E à frente a natureza nos amando!
Rodrigo Silva
Amei esse espaço, você é realmente uma alma poética!
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