Avançar para o conteúdo principal

Florbela Espanca "AMAR"

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar



Florbela Espanca

Comentários

  1. Amar perdidamente...porque não? Hoje, amanhã...não sabemos quando "o(a)" encontrar, mas aí...é tempo de amar. Bom fim de semana.

    ResponderEliminar
  2. Lindo soneto... Bom fim de semana. Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. lindo poema...o amor enche o nosso coraçao de felecidade.esperamos a sua vesita pelo nosso refugio!bom fim de semana

    ResponderEliminar
  4. Um dos poemas mais belos de Florbela Espanca, com uma imagem belíssima a ilustrar!

    Um bom fim de semana ;-)

    ResponderEliminar
  5. Curiosidade..isso me trouxe aqui.
    Não me arrependo.
    Volto.
    Um espaço tão rico e encantador.
    Tão cheio de palavras mas sobretudo de sentimentos...
    Alma de poeta...quem não sabe o que é está perdido!

    ResponderEliminar
  6. Lindissimo poema!Florbela Espanca e o seu "amar perdidamente".Quem não ama assim não ama ninguém.Encantadora imagem que com o poema fazem uma combinação impar. Cumprimentos. Arte por um canudo 2

    ResponderEliminar
  7. Nunca é demais reler Florbela...
    Parabéns pelas escolhas.

    Bjs

    ResponderEliminar
  8. É dos poemas que mais gosto. Obrigada por me fazeres relembrar dele.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  9. è lindo este poema de Florbela Espanca, é um dos que mais gosto!!A imagem também é linda!!Beijinhos grandes!

    ResponderEliminar
  10. sempre bela. sempre bela.

    ResponderEliminar
  11. Venha lêr PABLO NERUDA.
    Olá! DOCES AROMAS deixam cheiro a mangerico neste teu cantinho. Vem tomar 1 cafézinho, na esplanada. BJKS.

    ResponderEliminar
  12. Escolhes sempre belissimos poemas, que eu adoro.
    tem uma boa semana :)
    beijinhos

    ResponderEliminar
  13. Um dos meus preferidos de Florbela. O último terceto podia ser bem o meu lema de vida. Obrigada pela partilha.

    ResponderEliminar
  14. Este poema quem me apresentou foi um português que roubou meu coração
    E sempre que o leio lembro dele
    E posso dizer eu amei perdidamente
    Adoro Florbela!!
    e amo meu português JORGE

    ResponderEliminar
  15. Encontrar seu blog e este poema de florbela, que estava procurando na web foi um tormento abençoado. Ofereço prá você um poema que fiz, e o que flobela fez comigo.

    Flor Bela

    Eu estava perdido
    sem rumo
    sem destino
    sem direção
    minha bússola interior estava
    enlouquecida
    mei girassol aluarado
    conheci flor bela
    nunca mais me encontrei.

    Lobo solitário
    poeta alucinado
    repleto de versos mórbidos
    poemas tristes
    embriagado de paixão
    tresloucado pela poesia
    nascida do coração lusitano
    alma da conceição.

    Oh! Vida não estanca
    meu coração luso difuso
    lunático confuso
    sem fuso alucinado
    espanca meu verso
    crisântemos meu amor
    ultravioleta no meu ser
    violetas no jardim
    rosas jasmim margaridas
    Florbela está em mim.

    Luiz Alfredo
    poeta

    Poema publicado no Concurso de Poesia Patativa do Assaré:
    Poemas do Intervalo – Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará – ADUFC. Biênio 2005/2007. Fortaleza – CE. 2007,
    p.32.

    ResponderEliminar
  16. Alguém me sabe dizer de que ano é este poema?

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Filha de Um Amor Proibido - Isabel Valente

Os jovens de hoje não sabem que, na minha geração, haviam crianças nascidas fora do casamento, e em cujo registo pessoal constava o nome da Mãe, tendo por pai, um “ Pai Incógnito”. Estas crianças, eram estigmatizados como, os filhos do pecado, da vergonha, os filhos da outra. Eram os filhos fora do casamento, os bastardos. É que o registo obrigatório com nome de pai é recente, e eu já sou "Cota". Para a nova geração onde todos à nascença são registados com o nome de mãe e de um pai, verdadeiro ou não, não lhes é fácil entender o que é viver com o facto diário de ser filha de” pai incógnito”. Tendo eu passado por essa experiência, não me é difícil explicar o que é ser filha de Pai Incógnito. Hoje na maioria das Repartições Públicas todas achamos uma grande maçada, ter de preencher formulários, para mim, passou a ser, uma bênção. Em alguns desses formulários tinha de mencionar o nome de Mãe e de Pai, então lá vinha o tormento ---Pai Incógnito --- . Ist...

AMÉRICO " Liberdade de Sentir "

LIBERDADE... de sentir Gostei dessa voz que é a tua voz... de menina Gostei deste mar que brilha na noite silenciosa Gostei deste som que corre os nossos sentidos Mexe na nossa pele,vagueia na nossa mente Que é tambem um pouco do teu mundo Um pouco dos teus sonhos adormecidos Um pouco das tuas esperanças inquietas Um pouco de ti presa nas nuvens da ilusão Gostei desta ilha escura,adormecida Destas gaivotas sulcando o céu suavemente... Do luar escondido nas nuvens a bater na água E a deixa-la prateada...reluzente..misteriosa... Gostei desta música viva e profunda Deste tom estridente e surdo... Desta imagem exótica que nos traz Mistério,ilusão,energia,paixão,sonho...VIDA Gostei de calar a noite com este poema De acordar a madrugada com estas palavras De esperar o sol com meus sonhos De correr na vida atrás do destino.... Junho 2004 Americo.

"PERDIDAMENTE" Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Áquem e de Além Dor! É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito! E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!