18 de dezembro de 2008

" DESPERTAR " poema de Vitor Cintra







Ânsia de amor, quando assalta,
Faz com que o sonho esquecido
Ganhe, de novo, sentido,
Como a essência, que exalta.

Ímpeto, de maré alta,
Arte, de leito escondido,
Dom, de sabor proibido,
Fogo, paixão, que ressalta.

Perda, carência, dor, falta,
Sombra, dum tempo perdido,
Chama, prazer reprimido;

Onda de choque, ribalta,
Corpos, vertigem, gemido,
Frémito desinibido.


VITOR CINTRA
do livro " MURMÚRIOS "

4 comentários:

  1. Oi amigo.. qdo nos ligamos em escutar nosso intimo, sempre ha um despertar mesmo.. como se nossa consciencia estivesse adormecida ate então....
    ótima noite e muita paz, abraço!!!

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  2. Gostei muito muito deste poema. Tem o condão de nos tocar a alma.

    Parabéns

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  3. Olá querido Amigo Vitor, belíssimo poema... Adorei!
    lindo tem o dom de me tocar a Alma... Um grande abraço de Amizade,
    Fernandinha

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  4. Por obséquio,
    Faça um presépio,
    Tenha um Natal,
    De amor fraternal.
    Mantenha os petizes,
    Cobertos de amor,
    Protegidos, felizes,
    Sem eleição de cor.

    Nesse seu presépio,
    Deite o seu menino
    No aurículo ou ventrículo
    Do seu coração.
    Um Natal a sério,
    Também é um hino,
    Ou um bom estímulo,
    À fraternal comunhão.

    Votos de que neste Natal o egocentrismo entre em crise e que haja uma pandemia de saúde.

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