20 de janeiro de 2009

E DE REPENTE É NOITE poema de Salvatore Quasimodo ( Itália )






E DE REPENTE É NOITE


Cada um está só sobre o coração da terra
Trespassado por um raio de sol:
E de repente é noite.


SALVATORE QUASIMODO

2 comentários:

  1. Oi Isabel, tudo bem?
    Não conheço Salvatore Quasimodo, mas muito tocante suas palavras...
    Vem a noite, para que saibamos admirar as estrelas... mas é sempre bom saber que depois da noite escura, sempre raia o sol!!
    Abração e ótima noite!!!

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  2. Quando desceu a noite
    Ainda era dia naqueles olhos claros
    Ela ainda pedia um pouco de jasmim
    E deixar o cheiro com o pó das estrelas
    Que dançavam na réstia da lua
    Da luz da lua que banhava a viela.
    Ela temia, como ela tremia!
    Não cultivar flores na janela.
    Quando viu que era dia
    Desenhava no pó dos móveis
    No suor da respiração no vidro
    E dormia, como ela sorria!
    Com a ponta dos dedos suja
    Do pó, da terra das flores da janela.
    Quando desceu a tardezinha
    Uma última luz veio alva
    Acordou seus olhos e as lágrimas
    E todo o pó da sua alma!
    Ela esperava a solidão noturna
    Para dançar na réstia da lua rotunda
    Embriagar com o cheiro doce das flores
    E nas lágrimas salgadas, molhadas
    Da garoa fina que cobria a viela.
    Quando era noite era ela
    A bailar a alma na solidão da janela!
    (escrito por Lele Carabina)

    Boa semana
    abraços

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