20 de maio de 2010

Epígrafe....poema de Eugénio de Castro
























(Foto de Antonimus)

Murmúrio de água na clepsidra gotejante,
Lentas gotas de som no relógio da torre,
Fio de areia na ampulheta vigilante,
Leve sombra azulando a pedra do quadrante,
Assim se escoa a hora, assim se vive e morre...

Homem, que fazes tu? Para quê tanta lida,
Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?
Procuremos somente a beleza, que a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som  de água ou de bronze e uma sombra que passa...


EUGÉNIO DE CASTRO

5 comentários:

  1. Bela poesia, fala da realidade isso é muito intenso...
    Bjs
    Mila

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  2. Minha querida
    Um belo momento de boa poesia, adorei.

    Beijinhos
    Sonhadora

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  3. É um daqueles que vai diretamente
    na vísceras e no fundo da alma
    e nos murmura tantas coisa
    da vida...

    mui belo

    Luiz Alfredo - poeta

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  4. ai dahora mais nao era esse que eu queria

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